quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Vaidade

O ano novo começou exatamente como eu queria: na praia, com velas coloridas, fogos, lentilha, maridão e uma cervejinha. É realmente impressionante o que um banho de mar pode fazer por nós! Passamos uma semana no litoral e eu praticamente não saí de dentro da água. Tipo um caramujo.
A praia onde eu estava fica numa parte do litoral de São Paulo que se diz litoral Norte. Porém, pegando a balsa já se cai no Guarujá! Nada me tira da idéia o fato de que o título "litoral Norte" é usado apenas e somente para conferir status ao local! Daí se percebe o tipo de freqüentador dessas areias...
No meio desses banhistas e seus laptops comecei a reparar nas pessoas dos guarda-sóis vizinhos. As conversas giravam em torno de investimentos, intervenções cirúrgicas (nada de apendicectomia, mas sim, lifting, micro-lifting, aplicação de silicone nos seios, na bunda, na bochecha, na bochecha da bunda, no queixo e até na batata da perna!) e compras (de absolutamente tudo).
Nesse jogo de "quem tem mais ganha", algo me chamou a atenção. As mulheres, entre uma conversa e outra, davam uma bebericada em suas caipiroskas de kiwi e corriam para o mar. Elas, porém, sempre voltavam de cabelos secos. Estava eu delirando com o sol quente ou elas, em nome da vaidade, realmente não mergulhavam a cabeça só para não estragar o penteado???
Entendo a vaidade humana, mas não mergulhar a cabeça no mar me dá até aflição. Como conseguem? Eu também sou vaidosa, mas não consigo ficar com a cabeça seca na praia. E não importa o quão parecida com a Wilza Carla eu esteja, sempre me sinto "a" garota de Ipanema quando saio do mar!

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