A Net é uma piada.
Sou assinante da TV a cabo há cerca de sete anos. Já na instalação o prognóstico fora péssimo. Não era preciso ser nenhuma Mãe Diná para ter percebido, lá atrás, que a história do relacionamento Net-Dani seria, para sempre um drama.
Casei em 2000 e, como muitos de vocês já sabem, fui morar lá na Saúde. Como ninguém vive sem TV e internet hoje em dia, decidi equipar a casa com esses serviços. Depois de pesquisar preços e ofertas decidi (decidimos, na verdade, o maridão e eu) contratar os serviços da Net. Pedimos, pelo telefone 0800 tralalá tralalá, a instalação da TV a cabo e da internet. Para tanto optamos por um pacote que nos daria direito a alguns bons canais de TV e Net Virtua 2 Mega. Depois de muitas visitas marcadas e não realizadas os técnicos foram lá e instalaram a TV. Não sei bem o porquê, mas eles deixaram a instalação da internet para depois. Inúmeras vezes tentamos marcar essa instalação, mas ela nunca foi efetuada. Nunca mesmo!!! Mas, também, nunca foi cobrada. Pensamos:
- Bom, quem precisa de internet? Deixa prá lá... A gente usa a do trabalho mesmo e tudo bem.
Foram cinco anos morando nessa casa, sem internet e com os tais canais a que assinamos.
Nos mudamos de lá em fevereiro de 2007. Pedi a transferência da TV para a nova residência e aproveitei para tentar, dessa vez, ter instalada a internet. O primeiro contato:
- Senhora, não vamos estar podendo estar te atendendo, pois o endereço da senhora não bate com o endereço que temos aqui.
- Sim, eu sei. É porque eu acabei de mudar. Estou ligando para atualizar o cadastro e pedir a transferência.
- Senhora, não vou estar podendo estar atualizando o cadastro, pois cadastro é em outro setor.
- Você pode me transferir?
- Senhora, não vou poder estar transferindo, porque estamos sem sistema.
O tal do sistema.... (Suspiro) Eles nunca têm sistema!!!
Depois de uns quatro ou cinco atendimentos idênticos a esse consegui, finalmente, um atendente que me entendia:
- Preciso ter atualizado meu cadastro para ter minha TV transferida para o novo endereço. Você pode me ajudar?
- Claro senhora. Qual é o novo endereço?
- Rua tal, número tal.... Pode ser amanhã?
- Pode, claro, senhora.
- Escuta, o meu plano não vai se alterar, não é?
- Não senhora. A senhora terá acesso a todos os canais a que sempre assistiu.
- Tem certeza?
- Fique tranqüila senhora.
No dia seguinte esperei, esperei, esperei.... Não vieram. Liguei. Qual não foi minha surpresa ao saber que os idiotas tinham ido ao endereço antigo para instalar os serviços!!! Ainda ficaram bravos porque não havia ninguém em casa!!! E a narrativa só piora: ELES FIZERAM ISSO MAIS TRÊS VEZES!!!!! Lembra da musiquinha de abertura dos Trapalhões? Pois é....
Procurei a ouvidoria. O marido não queria mais nem ouvir falar de Net, tamanha a irritação. Depois de uma semana estava tudo resolvido. O processo todo, porém, levou mais de um mês. Ainda tivemos alguns problemas com o sinal, mas engenheiros estiveram aqui e solucionaram tudo.
Um ano depois, porém, o sinal dos meus canais começou a falhar. Liguei:
- Senhora, a região onde a senhora mora está passando por decodificação. É por isso que a senhora está sem acesso aos canais.
- E quando volta tudo ao normal?
- Senhora, não vou poder estar te dando essa informação, porque estou sem sistema.
Depois de muuuuitas outras tentativas frustradas de tentar saber o que de fato estava acontecendo:
- Senhora, estamos sem sistema.
- Pois vou ficar na linha com você até o sistema voltar. Você se importa?
- Claro que não, senhora. "Isso daí é do seu critério".
Cerca de vinte minutos depois ele me veio com a seguinte conversa:
- Senhora, o plano que a senhora assina não dá direito aos canais que a senhora está reclamando.
- Como assim? Eu tenho esses canais há sete anos!
- Senhora, a senhora, infelizmente, não tem direito a esses canais.
- Então me passa para o setor de cancelamentos.
- Sim senhora.
- Posso ajudá-la?
- Sim. Quero cancelar os serviços.
- Senhora, não vai estar sendo possível estar cancelando, pois estamos sem sistema.
- Fico na linha até voltar.
- Sim senhora. Como queira.
Cerca de vinte minutos depois a linha caiu e eu não consegui mais contato naquele dia.
O maridão deu a idéia de procurarmos a ouvidoria novamente. Havia funcionado na ocasião da instalação.
Mandei um email explicando, resumidamente, tudo o que foi narrado até então. No sábado recebi uma ligação:
- Boa tarde, por favor o senhor Mauro?
- Ele não está. Quem é?
- É a Isabela, atendente especial da ouvidoria da Net.
- Oi, Isabela, pode falar comigo. Sou a Daniela. Fui eu que mandei o email.
- Ah, senhora, é o seguinte. Estamos olhando aqui no sistema e consta que o plano que a senhora assinou não dá direito aos canais que a senhora teve até então.
- Como assim? Tenho esses canais há sete anos sem ter direito a eles? É isso?
- Isso mesmo.
- E porque eu nunca soube disso?
- Senhora, a senhora morava numa região que tinha o sinal aberto.
- Mas, escuta, quando eu mudei todos os atendentes me garantiram que minha grade de canais não sofreria alterações.
- Mas a sua grade de canais não é a grade a que a senhora assiste.
- Mas eu tenho ela há sete anos! Foi, então, um erro da Net abrir o sinal de todos aqueles canais durante todos esses anos? É isso mesmo? E esse erro durou sete anos???
- Senhora, a senhora não tem direito a esses canais.
Enquanto eu tentava argumentar em meu favor. A atendente Isabela perdia a compostura e esbravejava a última frase por cima da minha fala. De repente escuto um desabafo dela com a colega ao lado, com um som abafado numa óbvia tentativa de me impedir de escutar:
- Meu, odeio falar com cliente "ignorante". Isso me irrita, sabia?
- Ah, Isabela, quer dizer que você está irritada comigo? Imagine eu com vocês! Marque o concelamento para quinta e me dê, por favor, um outro protocolo de atendimento que eu vou escrever um novo email para a ouvidoria.
Aguardei durante cerca de dez minutos até que a linha caiu. Nunca mais ouvi a voz da doce Isabela.
Mandei, no entanto o email para a ouvidoria, reiterando o cancelamento e narrando a malcriação da atendente.
Mais tarde, arrependida, pois não quero ficar sem Universal Channel, além, do que a Net é, lamentavelmente, mais barata que as outras operadoras, liguei para a central de relacionamentos e "cancelei o cancelamento".
E quando eu achava que Isabela estava definitivamente fora da minha vida, recebo um email dela simplesmente antecipando o cancelamento para terça!!!
Não sei não, mas, ou essa Isabela é a filha do dono da Net ou eles realmente estão cagando se vão perder clientes ou não. O que mais me chama a atenção é que em nenhum momento, atendente algum me disse:
- Senhora, a senhora não tem direito a esses canais. Foi um erro da Net, mas se a senhora quiser continuar a ter acesso a eles basta fazer isso, isso e isso!
Algo aparentemente simples, não é?
Honestamente, acho que a ouvidora da Net, Vera Rennó, não faz a mais pálida idéia do que está acontecendo. Não acredito que uma pessoa culta, bem intencionada, jornalista e advogada esteja tendo esse tipo de atitude. Simplesmente dispensando o diálogo e abrindo mão da freguesia. Se estiver, não merece o reino dos céus!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
SP - Capital
Hoje é aniversário de São Paulo. A data, mais do que em outros dias, me faz pensar sobre o quanto essa cidade nos enlouquece! Eu - paulistana de pai, mãe e vizinhança - me enquadro em tudo de ruim que, na minha modestíssima opinião, o paulistano tem.
A começar pelo mau-humor típico daquele cidadão que não tem tempo para nada. Manter o círculo de amizades na ativa, em São Paulo, é tarefa que exige tempo, dinheiro e disposição. Da hora em que foi combinada, até o momento de realmente acontecer a balada, passo por aquela sensação de quem está deixando o aconchego do lar para encarar 50 minutos de aula de natação! Começar é o problema. Depois da aula/balada, porém, a alegria e leveza são infinitas.
São Paulo é uma cidade que dá preguiça. Tem muitos passeios divertidos, mas nunca há lugar para estacionar o carro. Tem metrô, mas nunca há uma estação no lugar aonde se deseja ir. Para se percorrerem os cerca de 7 quilômetros que separam a Paulista do bairro da Saúde é necessário enfrentar uma espera de 50 minutos pela lotação que leva até o metrô e fazer a baldeação na Ana Rosa para descer no Trianon. Só aí já se foram 1h30 da sua vida. Isso porque estou falando em termos de passeio.
Fico imaginando as pessoas que trabalham utilizando-se de transporte público. Já fiz parte disso. O caminho supracitado - Paulista/Saúde, ida e volta - fez parte de meu cotidiano durante mais de um ano. E vou dizer: tira qualquer um do sério! Agora, imaginem as pessoas que moram em Parelheiros, em Engenheiro Marsilac, em Jardim Nome de Mulher e trabalham no centro... Ficam doidas, claro! Daí para começar a beber e fazer merda é um pulinho!
Não é à toa que os índices de criminalidade e qualidade de vida na periferia seguem padrões inversamente proporcinais na capital. Aqueles, altíssimos, enquanto estes muito baixos, rastejando como vermes.
A São Paulo dos 55 mil restaurantes, 6 mil salas de cinema, 2 mil teatros e os coitadinhos dos museus concentra as melhores opções na região central. Além disso, tudo custa o olho da cara. Shows, espetáculos teatrais, cinemas, pipocas de cinemas (R$ 8,00, imagina!) custam uma pequena fortuna para quem passou no mínimo 12 horas de seu dia trabalhando que nem uma formiga. E quando se tem algum dinheiro não se tem tempo e vice-versa.
São Paulo é muito legal na teoria, mas na prática, haja boa vontade...
A começar pelo mau-humor típico daquele cidadão que não tem tempo para nada. Manter o círculo de amizades na ativa, em São Paulo, é tarefa que exige tempo, dinheiro e disposição. Da hora em que foi combinada, até o momento de realmente acontecer a balada, passo por aquela sensação de quem está deixando o aconchego do lar para encarar 50 minutos de aula de natação! Começar é o problema. Depois da aula/balada, porém, a alegria e leveza são infinitas.
São Paulo é uma cidade que dá preguiça. Tem muitos passeios divertidos, mas nunca há lugar para estacionar o carro. Tem metrô, mas nunca há uma estação no lugar aonde se deseja ir. Para se percorrerem os cerca de 7 quilômetros que separam a Paulista do bairro da Saúde é necessário enfrentar uma espera de 50 minutos pela lotação que leva até o metrô e fazer a baldeação na Ana Rosa para descer no Trianon. Só aí já se foram 1h30 da sua vida. Isso porque estou falando em termos de passeio.
Fico imaginando as pessoas que trabalham utilizando-se de transporte público. Já fiz parte disso. O caminho supracitado - Paulista/Saúde, ida e volta - fez parte de meu cotidiano durante mais de um ano. E vou dizer: tira qualquer um do sério! Agora, imaginem as pessoas que moram em Parelheiros, em Engenheiro Marsilac, em Jardim Nome de Mulher e trabalham no centro... Ficam doidas, claro! Daí para começar a beber e fazer merda é um pulinho!
Não é à toa que os índices de criminalidade e qualidade de vida na periferia seguem padrões inversamente proporcinais na capital. Aqueles, altíssimos, enquanto estes muito baixos, rastejando como vermes.
A São Paulo dos 55 mil restaurantes, 6 mil salas de cinema, 2 mil teatros e os coitadinhos dos museus concentra as melhores opções na região central. Além disso, tudo custa o olho da cara. Shows, espetáculos teatrais, cinemas, pipocas de cinemas (R$ 8,00, imagina!) custam uma pequena fortuna para quem passou no mínimo 12 horas de seu dia trabalhando que nem uma formiga. E quando se tem algum dinheiro não se tem tempo e vice-versa.
São Paulo é muito legal na teoria, mas na prática, haja boa vontade...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Texto de chorar
Em algum momento, já citei essa borboleta aqui nesse espaço.
Tenho esse amigo, o L., que escreve como ninguém. Choro lendo seus textos. Dessa vez, porém, ele foi longe demais! Escreveu um texto sobre amigos e amizades com a sensibilidade que só os poetas de verdade têm.
O coração até bateu mais rápido durante a leitura. Se eu sou borboleta ou fotinho no orkut, não sei dizer. Só sei que todos os meus queridos devem ler esse texto em http://leolama.blogspot.com.
Chama-se "Amigos, borboletas e A Amizade".
Não percam!
Tenho esse amigo, o L., que escreve como ninguém. Choro lendo seus textos. Dessa vez, porém, ele foi longe demais! Escreveu um texto sobre amigos e amizades com a sensibilidade que só os poetas de verdade têm.
O coração até bateu mais rápido durante a leitura. Se eu sou borboleta ou fotinho no orkut, não sei dizer. Só sei que todos os meus queridos devem ler esse texto em http://leolama.blogspot.com.
Chama-se "Amigos, borboletas e A Amizade".
Não percam!
Samambaia do concreto
Folheando os jornais nesse fim de ano caí numa página do caderno Fovest, da Folha, que publicava, naquele dia, uma questão de vestibular sobre samambaias. A pergunta era sobre as condições necessárias para a reprodução dessa planta.
Me lembrei da aula no cursinho (passado recente) que versava sobre esse tema. Samambaias são vegetais que pertencem ao grupo das pteridófitas. Plantas dessa grupo dependem de água do meio ambiente para que haja fecundação.
Já ia virando a página, quando me veio à mente a imagem de uma samambaia saindo de uma rachadura da parede externa de um prédio altíssimo. De fato, vi isso uma vez, fiquei espantada na hora, mas não insisti no entendimento do fenômeno.
Com o jornal ainda na mão comecei a imaginar o quanto era maravilhoso aquele encontro de gametas, nas condições necessárias de temperatura, umidade e incidência solar, bem na rachadura de um prédio altíssimo, no meio da enorme São Paulo! Um símbolo da força do destino! Um símbolo da resistência da natureza! Uau! Pessoas deviam cultuar essa plantinha! Deviam tatuar a samambaia do concreto em seus braços e pernas! Um dia vou fazer isso!
Me lembrei da aula no cursinho (passado recente) que versava sobre esse tema. Samambaias são vegetais que pertencem ao grupo das pteridófitas. Plantas dessa grupo dependem de água do meio ambiente para que haja fecundação.
Já ia virando a página, quando me veio à mente a imagem de uma samambaia saindo de uma rachadura da parede externa de um prédio altíssimo. De fato, vi isso uma vez, fiquei espantada na hora, mas não insisti no entendimento do fenômeno.
Com o jornal ainda na mão comecei a imaginar o quanto era maravilhoso aquele encontro de gametas, nas condições necessárias de temperatura, umidade e incidência solar, bem na rachadura de um prédio altíssimo, no meio da enorme São Paulo! Um símbolo da força do destino! Um símbolo da resistência da natureza! Uau! Pessoas deviam cultuar essa plantinha! Deviam tatuar a samambaia do concreto em seus braços e pernas! Um dia vou fazer isso!
Vaidade
O ano novo começou exatamente como eu queria: na praia, com velas coloridas, fogos, lentilha, maridão e uma cervejinha. É realmente impressionante o que um banho de mar pode fazer por nós! Passamos uma semana no litoral e eu praticamente não saí de dentro da água. Tipo um caramujo.
A praia onde eu estava fica numa parte do litoral de São Paulo que se diz litoral Norte. Porém, pegando a balsa já se cai no Guarujá! Nada me tira da idéia o fato de que o título "litoral Norte" é usado apenas e somente para conferir status ao local! Daí se percebe o tipo de freqüentador dessas areias...
No meio desses banhistas e seus laptops comecei a reparar nas pessoas dos guarda-sóis vizinhos. As conversas giravam em torno de investimentos, intervenções cirúrgicas (nada de apendicectomia, mas sim, lifting, micro-lifting, aplicação de silicone nos seios, na bunda, na bochecha, na bochecha da bunda, no queixo e até na batata da perna!) e compras (de absolutamente tudo).
Nesse jogo de "quem tem mais ganha", algo me chamou a atenção. As mulheres, entre uma conversa e outra, davam uma bebericada em suas caipiroskas de kiwi e corriam para o mar. Elas, porém, sempre voltavam de cabelos secos. Estava eu delirando com o sol quente ou elas, em nome da vaidade, realmente não mergulhavam a cabeça só para não estragar o penteado???
Entendo a vaidade humana, mas não mergulhar a cabeça no mar me dá até aflição. Como conseguem? Eu também sou vaidosa, mas não consigo ficar com a cabeça seca na praia. E não importa o quão parecida com a Wilza Carla eu esteja, sempre me sinto "a" garota de Ipanema quando saio do mar!
A praia onde eu estava fica numa parte do litoral de São Paulo que se diz litoral Norte. Porém, pegando a balsa já se cai no Guarujá! Nada me tira da idéia o fato de que o título "litoral Norte" é usado apenas e somente para conferir status ao local! Daí se percebe o tipo de freqüentador dessas areias...
No meio desses banhistas e seus laptops comecei a reparar nas pessoas dos guarda-sóis vizinhos. As conversas giravam em torno de investimentos, intervenções cirúrgicas (nada de apendicectomia, mas sim, lifting, micro-lifting, aplicação de silicone nos seios, na bunda, na bochecha, na bochecha da bunda, no queixo e até na batata da perna!) e compras (de absolutamente tudo).
Nesse jogo de "quem tem mais ganha", algo me chamou a atenção. As mulheres, entre uma conversa e outra, davam uma bebericada em suas caipiroskas de kiwi e corriam para o mar. Elas, porém, sempre voltavam de cabelos secos. Estava eu delirando com o sol quente ou elas, em nome da vaidade, realmente não mergulhavam a cabeça só para não estragar o penteado???
Entendo a vaidade humana, mas não mergulhar a cabeça no mar me dá até aflição. Como conseguem? Eu também sou vaidosa, mas não consigo ficar com a cabeça seca na praia. E não importa o quão parecida com a Wilza Carla eu esteja, sempre me sinto "a" garota de Ipanema quando saio do mar!
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