Comentei com outra pessoa, muito importante para mim, sobre a criação do meu blog.
- Legal! Sobre o que é?
- Sobre nada. Sobre a minha vida. Minhas historinhas.
- Não concordo.
- Não concorda com o que?
- Acho que um blog tem que ter um tema. Serve para mostrar aquilo que quer que vejam em você. Eu não me exporia desse jeito. É até perigoso. Tome cuidado. Você vai falar de mim?
- Ah, eu pretendia.
- Tá vendo: é disso que eu não gosto. Essa exposição...
Para essa pessoa, um blog tem a mesma função de um site intitucional. Mostrar o que você faz, como faz e quanto cobra. Deve ter, acima de tudo, uma utilidade para o leitor. Compartilhar idéias, informações e macetes.
Parei para pensar. De fato, os blogs que eu conheço têm temas. A amiga grávida tem um blog sobre a gravidez; a amiga doula tem um blog sobre nascimento e maternidade, o amigo publicitário tem um blog (belíssimo por sinal) sobre publicidade; o amigo concurseiro tem um blog sobre sua saga em busca da vaga (muito, muito bom); o amigo dramaturgo tem um blog cheio de metáforas.
O meu, porém, não tem tema. Minha vida ainda não versa sobre um único tema. Digo "ainda" porque creio que, aos poucos, o tema surgirá. E as pessoas saberão quem sou, o que faço, do que gosto. E quando eu tiver um conhecimento profundo sobre alguma coisa, certamente terei a maior alegria em compartilhar com quem tiver interesse.
Mas enquanto isso não acontece, trocarei os nomes das pessoas citadas nos posts. Afinal, me ficou claro que nem todos gostam de se expor.
Eu é que sou uma exibida mesmo... Minha vida é um blog aberto!
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