Cheesecake Dadani
Massa
- 200 g de bolacha maizena
- 130 g de manteiga em temperatura ambiente
Aqueça o forno em 180 graus celsius (não consigo colocar a bolinha aqui). Bata as bolachas no liqüidificador até virar uma farinha. Misture com a manteiga. Forre uma forma de fundo falso com essa massa e asse por 10 minutos, até ficar levemente dourada.
Recheio
- 800 g de cream cheese
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 5 ovos
- 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1/3 de xícara de creme de leite fresco
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- 1 colher (chá) de raspas de limão (opcional)
Retire o cream cheese da geladeira com uma hora de antecedência. Aqueça o forno em 180 graus celsius. Bata o cream cheese com o açúcar na batedeira. Adicione o creme de leite, as raspas, a baunilha. Adicione os ovos um a um batendo sempre. Despeje na forma e asse por 15 minutos. Reduza a temperatura e asse por mais 40 minutos, ou até sair o brilho do centro. Sirva com geléia de frutas por cima.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Estranheza
Devo dizer uma coisa: esse fim de ano está estranho! Os shoppings não estão lotados, o trânsito não está mais infernal que o de costume, os panetones só chegaram aos supermercados em novembro e até agora eu só recebi um email de boas festas! E o Natal já é na semana que vem!!!
Será que o espírito natalino está de férias?
Sinceramente espero que sim. E indeterminadas. Acho Natal um saco! Não é só porque não sou muito cristã (qualquer dia explico isso direito), mas é que essa onda de compaixão e "bom-samaritanismo" que tem data e hora para começar e para acabar me deixa um pouco triste com a humanidade.
A noite de Natal, então, é para mim uma tortura - amenizada só e unicamente pelo peru da minha mãe. A cidade fica vazia e tomada daquela aura familiar que está longe de povoar o meu cotidiano. A noite de Natal é o momento em que todos os problemas de família, para os quais você passou o ano todo fechando os olhos, desabam em sua cabeça como latas de atum da prateleira do mercado. Eu não consigo disfarçar o mau humor. É a única vez do ano em que eu uso relógio (vai que o acessório ajuda a acelerar o tempo, né?).
Acontece que esse ano a minha má vontade com a data está um pouco maior que o de costume. Perdi um grande, grandissíssimo, o maior, amigo no início do semestre. Esse fato me tirou do eixo de um jeito que eu nem sei explicar. E essa é a primeira vez que toco no assunto desde aquele 28 de julho. Parece - e talvez seja mesmo - chavão, mas muita coisa em mim mudou depois disso. E não estou falando de ter ido mal na faculdade durante todo o semestre, ou de chorar quando lembro daquela noite geladíssima. Estou falando de pontos de vista, de perspectivas, cuidados e prioridades mesmo.
É claro que também aconteceram coisas boas durante o ano (fiz uma viagem com meu marido que foi deliciosa, linda, refrescante e necessária), mas, colocando tudo na balança o prato onde está aquela perda ainda fica mais caído.
O choque foi tão grande, mas tão grande, que eu nunca estive tão esperançosa e animada para romper o ano. Na praia, como deve ser, para espantar os ebós. Tenho a impressão de que o ano que vem será bom como nenhum outro! Para todos nós!
Tem que ser, senão não faz sentido.
Será que o espírito natalino está de férias?
Sinceramente espero que sim. E indeterminadas. Acho Natal um saco! Não é só porque não sou muito cristã (qualquer dia explico isso direito), mas é que essa onda de compaixão e "bom-samaritanismo" que tem data e hora para começar e para acabar me deixa um pouco triste com a humanidade.
A noite de Natal, então, é para mim uma tortura - amenizada só e unicamente pelo peru da minha mãe. A cidade fica vazia e tomada daquela aura familiar que está longe de povoar o meu cotidiano. A noite de Natal é o momento em que todos os problemas de família, para os quais você passou o ano todo fechando os olhos, desabam em sua cabeça como latas de atum da prateleira do mercado. Eu não consigo disfarçar o mau humor. É a única vez do ano em que eu uso relógio (vai que o acessório ajuda a acelerar o tempo, né?).
Acontece que esse ano a minha má vontade com a data está um pouco maior que o de costume. Perdi um grande, grandissíssimo, o maior, amigo no início do semestre. Esse fato me tirou do eixo de um jeito que eu nem sei explicar. E essa é a primeira vez que toco no assunto desde aquele 28 de julho. Parece - e talvez seja mesmo - chavão, mas muita coisa em mim mudou depois disso. E não estou falando de ter ido mal na faculdade durante todo o semestre, ou de chorar quando lembro daquela noite geladíssima. Estou falando de pontos de vista, de perspectivas, cuidados e prioridades mesmo.
É claro que também aconteceram coisas boas durante o ano (fiz uma viagem com meu marido que foi deliciosa, linda, refrescante e necessária), mas, colocando tudo na balança o prato onde está aquela perda ainda fica mais caído.
O choque foi tão grande, mas tão grande, que eu nunca estive tão esperançosa e animada para romper o ano. Na praia, como deve ser, para espantar os ebós. Tenho a impressão de que o ano que vem será bom como nenhum outro! Para todos nós!
Tem que ser, senão não faz sentido.
Sem preparo
Gente, infelizmente ainda não sei moderar comentários aqui no blog. De qualquer forma, obrigada Rodolfo. Espero que seu semestre também termine muito bem e que seu próximo ano se inicie ainda melhor.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Metalinguagem
Eu não costumo gostar dos finais dos meus textos. Talvez eu deva ficar escrevendo sem parar nunca mais.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
A Cláris
Tenho essa amiga, a Cláris, que também é amiga de infância. Digo "também" porque já a citei por aqui, em um texto que falava das amigas Marla e Clarice (infelizmente não sei colocar aqui o link para esse texto, que se chama, se não me engano, "Uma historinha").
A Cláris é daquele tipo de gente que seria insuportável se não fosse tão encantadora.
Sabe aquela pessoa que sempre tem razão? Ela sempre tá certa, a danada! Mesmo! E isso não é uma crítica. É uma constatação!
A mulher entende de tudo um tanto. Manja de futebol, de cosméticos, escreve como ninguém e cultiva amigos com o cuidado de um jardineiro. Odeia novela, faz arranjos de flores e exige pontualidade e atenção. É empresária de sucesso e, disso, participei nos primeiros cinco minutos (historinha para outro post).
Eu, que já a ouvia com atenção redobrada na escola, passei a me curvar diante de suas opiniões depois que ficamos adultas. Até o momento em que....
A Cláris entrou numas de kardek-budo-noyê-ciento-xinto-cristianismo. Um sincretismo religioso bonito de ver, porém, para mim, um pouco assustador e um tanto incompreensível. Ela tem visto coisas, tido sonhos e recebido umas tais mensagens do além que a fazem, aparentemente, muito bem.
Euzinha, estava preparada para tudo, menos para encarar uma amiga médium. Eu que tenho um pezinho ali no ateísmo, que até acho fofinhos os santinhos católicos e as entidades do candomblé (porém sem nunca ter feito oferenda ou oração), e que sou sub-secretária do Movimento do Orgulho Pagão, nunca presenciei fenômenos espirituais em minha família (a não ser que se possa considerar mediunidade ouvir o grito agonizante de uma barata atingida pela face mortal de um chinelo havaiana - essa história bizarra aconteceu com a minha mãe e ela jura que é verdade, chegando a se emocionar quando conta: "Aquela barata gritou! Eu tenho certeza!").
Agora ando com um pouco de medo. Porque, se a Cláris está falando que essas coisas de alma e espírito existem, deve ser verdade! A mulher nunca erra! E se é verdade, os caras devem estar de olho em mim... Rindo da minha cara e dizendo:
- Trouxa! Deixa só ela ver quando chegar a vez de vir para cá! Vai levar um trote daqueles a bixete tonta!
A Cláris é daquele tipo de gente que seria insuportável se não fosse tão encantadora.
Sabe aquela pessoa que sempre tem razão? Ela sempre tá certa, a danada! Mesmo! E isso não é uma crítica. É uma constatação!
A mulher entende de tudo um tanto. Manja de futebol, de cosméticos, escreve como ninguém e cultiva amigos com o cuidado de um jardineiro. Odeia novela, faz arranjos de flores e exige pontualidade e atenção. É empresária de sucesso e, disso, participei nos primeiros cinco minutos (historinha para outro post).
Eu, que já a ouvia com atenção redobrada na escola, passei a me curvar diante de suas opiniões depois que ficamos adultas. Até o momento em que....
A Cláris entrou numas de kardek-budo-noyê-ciento-xinto-cristianismo. Um sincretismo religioso bonito de ver, porém, para mim, um pouco assustador e um tanto incompreensível. Ela tem visto coisas, tido sonhos e recebido umas tais mensagens do além que a fazem, aparentemente, muito bem.
Euzinha, estava preparada para tudo, menos para encarar uma amiga médium. Eu que tenho um pezinho ali no ateísmo, que até acho fofinhos os santinhos católicos e as entidades do candomblé (porém sem nunca ter feito oferenda ou oração), e que sou sub-secretária do Movimento do Orgulho Pagão, nunca presenciei fenômenos espirituais em minha família (a não ser que se possa considerar mediunidade ouvir o grito agonizante de uma barata atingida pela face mortal de um chinelo havaiana - essa história bizarra aconteceu com a minha mãe e ela jura que é verdade, chegando a se emocionar quando conta: "Aquela barata gritou! Eu tenho certeza!").
Agora ando com um pouco de medo. Porque, se a Cláris está falando que essas coisas de alma e espírito existem, deve ser verdade! A mulher nunca erra! E se é verdade, os caras devem estar de olho em mim... Rindo da minha cara e dizendo:
- Trouxa! Deixa só ela ver quando chegar a vez de vir para cá! Vai levar um trote daqueles a bixete tonta!
House
Irado! O House contratou TODOS os médicos cujos currículos estavam em sua mesa para serem analisados! O cara tem, agora, quarenta assistentes para infernizar!
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Imperdível!
Estréia amanhã (quinta-feira, 22 de novembro, às 23h) a nova temporada de House!!
Eu vou ver!
Eu vou ver!
Fantasia
Todo fim de tarde, ao voltar da USP pela Atílio Inocentti, paro no farol do cruzamento com a Juscelino. Por uma estranha coincidência, sempre pego a pole nessa esquina. Logo à minha esquerda fica o "bar do Juarez" - aquele do chopp com picanha no rechaud.
Nesse horário, estou sempre - invariavelmente - cansada. Cansada do tipo sem fôlego! Sabe daquele jeito, que pede um chopp? Um choppinho que já me deixaria mais feliz, que me faria crer que é isso mesmo, que a vida vale a pena, que isso tudo é uma fase da qual eu vou até ter saudades um dia.
Vida de estudante, a essa altura do campeonato, não é nada mole. E sei que, ao chegar em casa, tudo piora. Há cama a ser arrumada, louça a ser lavada, lanche a ser providenciado, banho a ser tomado e capítulos de livros a serem lidos. Geralmente, faço tudo, exceto a louça, que vai acumulando, acumulando até alcançar o limite da tolerância (leia-se altura da torneira).
- Ai, ai! Um chopp ia cair bem!
O tempo do semáforo é longo, então, eu sempre entro em devaneio. Com o cotovelo para fora da janela do carro (como Pedro e Bino em sua boléia) começo a organizar mentalmente o cronograma dos afazeres domésticos da noite, sonhando com o dia em que o garçon do Juarez, como se fosse um flanelinha, um pai de família desempregado vendendo balas no farol, me trará, ali, um chopp geladinho, para ser degustado enquanto aguardo o verde. A perfeição dessa cena é tamanha, que o dinheiro para pagar o garçon, juro, já está até separado no cinzeirinho.
Nesse horário, estou sempre - invariavelmente - cansada. Cansada do tipo sem fôlego! Sabe daquele jeito, que pede um chopp? Um choppinho que já me deixaria mais feliz, que me faria crer que é isso mesmo, que a vida vale a pena, que isso tudo é uma fase da qual eu vou até ter saudades um dia.
Vida de estudante, a essa altura do campeonato, não é nada mole. E sei que, ao chegar em casa, tudo piora. Há cama a ser arrumada, louça a ser lavada, lanche a ser providenciado, banho a ser tomado e capítulos de livros a serem lidos. Geralmente, faço tudo, exceto a louça, que vai acumulando, acumulando até alcançar o limite da tolerância (leia-se altura da torneira).
- Ai, ai! Um chopp ia cair bem!
O tempo do semáforo é longo, então, eu sempre entro em devaneio. Com o cotovelo para fora da janela do carro (como Pedro e Bino em sua boléia) começo a organizar mentalmente o cronograma dos afazeres domésticos da noite, sonhando com o dia em que o garçon do Juarez, como se fosse um flanelinha, um pai de família desempregado vendendo balas no farol, me trará, ali, um chopp geladinho, para ser degustado enquanto aguardo o verde. A perfeição dessa cena é tamanha, que o dinheiro para pagar o garçon, juro, já está até separado no cinzeirinho.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Dialogo das gestantes
Tenho muitas amigas grávidas. Cheguei àquela idade em que os amigos resolvem se reproduzir. Claro que isso também passa pela minha cabeça. Quando a gente é legal, é bacana, gente de boa índole, capaz, chega a ser uma obrigação social deixar descendentes. Tudo em nome da evolução da espécie.
Na convivência íntima com esse bando de barrigudas percebi que, juntas, elas formam uma comunidade única, cheia de particularidades e com uma linguagem própria. O diálogo a seguir é real.
Barrigudas de touca na piscina da academia, ofegantes, se exercitando como loucas:
- Cadê a "Trinta e Duas"?
- A "Trinta e Duas" não pôde vir hoje. Foi fazer o morfológico.
- Já é a terceira vez que ela falta na hidro. Desse jeito, vai engordar mais do que deve. Quero ver perder depois.
- Professora, a "Trinta e Oito" também faltou, mas pediu para que eu tentasse remarcar a aula dela. Será que pode ser amanhã?
- Hummm, deixa eu ver, amanhã é dia da "Vinte e Sete Menina", da "Trinta", da "Vinte e Sete Menino" e da "Quarenta".
- Oooohhhh!!!! Você tem uma Quarenta??? Como é que ela consegue???
- Ahh, a "Quarenta" é muito disciplinada. Além de hidro faz yoga, drenagem, curso de shantalla e amamentação consciente. Diz que quer tentar o parto natural humanizado. Por via vaginal, em casa mesmo. Já comprou ofurô e sling. Está toda decidida.
- O que é sling? - perguntou a "Onze".
A gargalhada foi geral.
- Ai, "Onze", só você mesmo! Passa das vinte semanas que a gente te explica! Aff!
Na convivência íntima com esse bando de barrigudas percebi que, juntas, elas formam uma comunidade única, cheia de particularidades e com uma linguagem própria. O diálogo a seguir é real.
Barrigudas de touca na piscina da academia, ofegantes, se exercitando como loucas:
- Cadê a "Trinta e Duas"?
- A "Trinta e Duas" não pôde vir hoje. Foi fazer o morfológico.
- Já é a terceira vez que ela falta na hidro. Desse jeito, vai engordar mais do que deve. Quero ver perder depois.
- Professora, a "Trinta e Oito" também faltou, mas pediu para que eu tentasse remarcar a aula dela. Será que pode ser amanhã?
- Hummm, deixa eu ver, amanhã é dia da "Vinte e Sete Menina", da "Trinta", da "Vinte e Sete Menino" e da "Quarenta".
- Oooohhhh!!!! Você tem uma Quarenta??? Como é que ela consegue???
- Ahh, a "Quarenta" é muito disciplinada. Além de hidro faz yoga, drenagem, curso de shantalla e amamentação consciente. Diz que quer tentar o parto natural humanizado. Por via vaginal, em casa mesmo. Já comprou ofurô e sling. Está toda decidida.
- O que é sling? - perguntou a "Onze".
A gargalhada foi geral.
- Ai, "Onze", só você mesmo! Passa das vinte semanas que a gente te explica! Aff!
O nome
Quando resolvi criar o blog comecei a seguir as instruções da página. O segundo passo era dar um nome. Naquele momento nada me passou pela cabeça além de Dadani, afinal, era o blog da Dani (saca os dedinhos da mão esquerda fazendo a letra L e ensaiando movimentos de vai e vem com o dedão?).
Antes disso, freqüentemente nomes bons para blogs vinham à minha mente, assim, de repente, como epifanias. Não sei porque nenhum deles voltou a povoar minhas idéias. Seria legal ter um blog com um nome divertido. Sei lá, algo como "Mandioca Frita", "Balde & Sabão", "Dani & Você", "Cheiro de Azedo" e por aí vai...
"Cocadaboa" (dedinhos em L, hein?) é genial! Me faz lembrar daquele jingle da Ceratti: "Ceratti é AMOR, a mortadela".
Percebi, com isso, que sofro de crise criativa quando estou sob pressão. A pressão do segundo passo da criação do "blogspot" foi o suficiente para deletar meu arquivo de bons nomes. Então, a gente fica com o Dadani mesmo, mesmo que a imagem dos dedinhos em L, tirando sarro da minha cara, de forma sarcástica e cruel, acompanhe todo e qualquer texto postado.
Antes disso, freqüentemente nomes bons para blogs vinham à minha mente, assim, de repente, como epifanias. Não sei porque nenhum deles voltou a povoar minhas idéias. Seria legal ter um blog com um nome divertido. Sei lá, algo como "Mandioca Frita", "Balde & Sabão", "Dani & Você", "Cheiro de Azedo" e por aí vai...
"Cocadaboa" (dedinhos em L, hein?) é genial! Me faz lembrar daquele jingle da Ceratti: "Ceratti é AMOR, a mortadela".
Percebi, com isso, que sofro de crise criativa quando estou sob pressão. A pressão do segundo passo da criação do "blogspot" foi o suficiente para deletar meu arquivo de bons nomes. Então, a gente fica com o Dadani mesmo, mesmo que a imagem dos dedinhos em L, tirando sarro da minha cara, de forma sarcástica e cruel, acompanhe todo e qualquer texto postado.
domingo, 11 de novembro de 2007
Esses ingleses...Aff!
Olha que engraçada essa matéria publicada pela France Presse:
"É proibido usar armadura durante as sessões do Parlamento. Mais sério ainda é morrer lá dentro, sob pena de ser preso. Já uma mulher grávida pode urinar no capacete de um policial. Essas e outras sandices fazem parte do ranking com as leis britânicas mais absurdas, divulgado nesta terça-feira (6) pela emissora UKTV Gold.
Em primeiro lugar, para os 4.000 entrevistados pela rede, aparece a proibição de dar o último suspiro no Parlamento, com 27%. Colar um selo com a efígie de um monarca de cabeça para baixo, o que é considerado um "ato de traição", aparece bem atrás, com 7%, seguido de uma estranha determinação que permite que as mulheres trabalhem com os seios de fora, desde que sejam funcionárias de uma loja de peixes tropicais, em Liverpool (noroeste da Inglaterra).
Ainda no reino dos absurdos, também foi bem cotada a obrigação imposta aos escoceses de abrir a porta de sua casa para quem estiver apertado para ir ao banheiro, assim como a permissão de matar um escocês na circunscrição da antiga cidade de York (norte da Inglaterra). Desde e somente se usar arco e flecha, que fique claro.
Menos citada, talvez, por sequer ter sido compreendida pela maioria dos entrevistados, aparece uma lei que declara "ilegal não dizer ao preceptor o que não se quer que ele saiba, mas sendo legal dizer o que não se incomoda que ele saiba"."
"É proibido usar armadura durante as sessões do Parlamento. Mais sério ainda é morrer lá dentro, sob pena de ser preso. Já uma mulher grávida pode urinar no capacete de um policial. Essas e outras sandices fazem parte do ranking com as leis britânicas mais absurdas, divulgado nesta terça-feira (6) pela emissora UKTV Gold.
Em primeiro lugar, para os 4.000 entrevistados pela rede, aparece a proibição de dar o último suspiro no Parlamento, com 27%. Colar um selo com a efígie de um monarca de cabeça para baixo, o que é considerado um "ato de traição", aparece bem atrás, com 7%, seguido de uma estranha determinação que permite que as mulheres trabalhem com os seios de fora, desde que sejam funcionárias de uma loja de peixes tropicais, em Liverpool (noroeste da Inglaterra).
Ainda no reino dos absurdos, também foi bem cotada a obrigação imposta aos escoceses de abrir a porta de sua casa para quem estiver apertado para ir ao banheiro, assim como a permissão de matar um escocês na circunscrição da antiga cidade de York (norte da Inglaterra). Desde e somente se usar arco e flecha, que fique claro.
Menos citada, talvez, por sequer ter sido compreendida pela maioria dos entrevistados, aparece uma lei que declara "ilegal não dizer ao preceptor o que não se quer que ele saiba, mas sendo legal dizer o que não se incomoda que ele saiba"."
Um tema
Comentei com outra pessoa, muito importante para mim, sobre a criação do meu blog.
- Legal! Sobre o que é?
- Sobre nada. Sobre a minha vida. Minhas historinhas.
- Não concordo.
- Não concorda com o que?
- Acho que um blog tem que ter um tema. Serve para mostrar aquilo que quer que vejam em você. Eu não me exporia desse jeito. É até perigoso. Tome cuidado. Você vai falar de mim?
- Ah, eu pretendia.
- Tá vendo: é disso que eu não gosto. Essa exposição...
Para essa pessoa, um blog tem a mesma função de um site intitucional. Mostrar o que você faz, como faz e quanto cobra. Deve ter, acima de tudo, uma utilidade para o leitor. Compartilhar idéias, informações e macetes.
Parei para pensar. De fato, os blogs que eu conheço têm temas. A amiga grávida tem um blog sobre a gravidez; a amiga doula tem um blog sobre nascimento e maternidade, o amigo publicitário tem um blog (belíssimo por sinal) sobre publicidade; o amigo concurseiro tem um blog sobre sua saga em busca da vaga (muito, muito bom); o amigo dramaturgo tem um blog cheio de metáforas.
O meu, porém, não tem tema. Minha vida ainda não versa sobre um único tema. Digo "ainda" porque creio que, aos poucos, o tema surgirá. E as pessoas saberão quem sou, o que faço, do que gosto. E quando eu tiver um conhecimento profundo sobre alguma coisa, certamente terei a maior alegria em compartilhar com quem tiver interesse.
Mas enquanto isso não acontece, trocarei os nomes das pessoas citadas nos posts. Afinal, me ficou claro que nem todos gostam de se expor.
Eu é que sou uma exibida mesmo... Minha vida é um blog aberto!
- Legal! Sobre o que é?
- Sobre nada. Sobre a minha vida. Minhas historinhas.
- Não concordo.
- Não concorda com o que?
- Acho que um blog tem que ter um tema. Serve para mostrar aquilo que quer que vejam em você. Eu não me exporia desse jeito. É até perigoso. Tome cuidado. Você vai falar de mim?
- Ah, eu pretendia.
- Tá vendo: é disso que eu não gosto. Essa exposição...
Para essa pessoa, um blog tem a mesma função de um site intitucional. Mostrar o que você faz, como faz e quanto cobra. Deve ter, acima de tudo, uma utilidade para o leitor. Compartilhar idéias, informações e macetes.
Parei para pensar. De fato, os blogs que eu conheço têm temas. A amiga grávida tem um blog sobre a gravidez; a amiga doula tem um blog sobre nascimento e maternidade, o amigo publicitário tem um blog (belíssimo por sinal) sobre publicidade; o amigo concurseiro tem um blog sobre sua saga em busca da vaga (muito, muito bom); o amigo dramaturgo tem um blog cheio de metáforas.
O meu, porém, não tem tema. Minha vida ainda não versa sobre um único tema. Digo "ainda" porque creio que, aos poucos, o tema surgirá. E as pessoas saberão quem sou, o que faço, do que gosto. E quando eu tiver um conhecimento profundo sobre alguma coisa, certamente terei a maior alegria em compartilhar com quem tiver interesse.
Mas enquanto isso não acontece, trocarei os nomes das pessoas citadas nos posts. Afinal, me ficou claro que nem todos gostam de se expor.
Eu é que sou uma exibida mesmo... Minha vida é um blog aberto!
Ta chegando a hora...
Gente, tô começando a gostar desse blog! Já, já começo a divulgá-lo. Assim, aos poucos, como quem não quer nada... Um linkezinho aqui, uma assinaturazinha ali, um endereçamentozinho no orkut... E vamos que vamos. Deixa só eu aprender a colocar acento no título do post...
Em nome da praticidade de pensamento
"Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas.
Para ti tudo tem sentido velado.
Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.
Para mim, graças a ter olhos só para ver,
Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;
Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.
Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação."
Fernando Pessoa em Poesia completa de Alberto Caeiro
Para meu amigo L.
Na verdade, na verdade, eu bem gostaria de ver o sinificado oculto das coisas... Especialmente para entender amigos queridos que me participam idéias com "sentidos velados". Eu me esforço, tento entrar no jogo, mas não sei se consigo.
Para ti tudo tem sentido velado.
Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.
Para mim, graças a ter olhos só para ver,
Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;
Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.
Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação."
Fernando Pessoa em Poesia completa de Alberto Caeiro
Para meu amigo L.
Na verdade, na verdade, eu bem gostaria de ver o sinificado oculto das coisas... Especialmente para entender amigos queridos que me participam idéias com "sentidos velados". Eu me esforço, tento entrar no jogo, mas não sei se consigo.
sábado, 10 de novembro de 2007
Uma historinha
Ontem, contei para duas amigas que eu teria um blog.
E ambas:
- Quê?
- Vou ter um blog.
- Hum. Tá.
Conheci uma delas, a Marla, na escola, ainda na infância. Sempre fomos amigas. Passamos boa parte da adolescência juntas. Quando saí dessa escola, ela conheceu a outra ponta do triângulo, a Clarice. Nos afastamos um pouco. Amigos diferentes, ambientes e escolas diferentes... Anos mais tarde, procurei pela Marla. Voltamos a nos falar e a sair. Apresentei-a a todos os meus amigos e ela passou a fazer parte da minha vida para nunca mais sair.
Enquanto isso, a Clarice estava na Argentina (ela é de lá). Eu ouvia falar dela dia sim, dia não. A Marla tinha - e ainda tem - uma verdadeira veneração por essa amiga. Enfim, Clarice voltou para o Brasil. E foi só aí que nos conhecemos. Tive muito boa vontade com ela, apesar do ciuminho cultivadinho durante os anos. Eis que, de repente, ela vomita em mim! Sim, ela vomitou em mim, no sentido gástrico da expressão. A partir daí, tudo mudou. Nos apaixonamos. Sabe? Amigas apaixonadas? Coisa de Djavan... Somos três amigas apaixonadas!
Estou contando tudo isso só porque, ontem, fui - como de praxe às sextas-feiras - à casa da Clarice. E lá percebi o elo que a Marla representa entre nós. Ela teve que ir embora e fiquei ali, sozinha com a Clarice, um momento a duas, como jamais houvera. Tudo bem... Fizemos a torta salgada, tomamos o vinho e conversamos sobre muitas coisas. Ficamos à vontade, mas, ao menos para mim, a ausência da Marla era enormemente sentida! Aí, sabe o que fizemos? Gaurdamos a torta doce para hoje. Assim a Marla poderia comer junto com a gente. Quem se interessa por isso? Eu. Elas. E prá que mais? Ah, tem a Cláris, mas essa vale um post só dela!
Tchau. Vou comer torta.
E ambas:
- Quê?
- Vou ter um blog.
- Hum. Tá.
Conheci uma delas, a Marla, na escola, ainda na infância. Sempre fomos amigas. Passamos boa parte da adolescência juntas. Quando saí dessa escola, ela conheceu a outra ponta do triângulo, a Clarice. Nos afastamos um pouco. Amigos diferentes, ambientes e escolas diferentes... Anos mais tarde, procurei pela Marla. Voltamos a nos falar e a sair. Apresentei-a a todos os meus amigos e ela passou a fazer parte da minha vida para nunca mais sair.
Enquanto isso, a Clarice estava na Argentina (ela é de lá). Eu ouvia falar dela dia sim, dia não. A Marla tinha - e ainda tem - uma verdadeira veneração por essa amiga. Enfim, Clarice voltou para o Brasil. E foi só aí que nos conhecemos. Tive muito boa vontade com ela, apesar do ciuminho cultivadinho durante os anos. Eis que, de repente, ela vomita em mim! Sim, ela vomitou em mim, no sentido gástrico da expressão. A partir daí, tudo mudou. Nos apaixonamos. Sabe? Amigas apaixonadas? Coisa de Djavan... Somos três amigas apaixonadas!
Estou contando tudo isso só porque, ontem, fui - como de praxe às sextas-feiras - à casa da Clarice. E lá percebi o elo que a Marla representa entre nós. Ela teve que ir embora e fiquei ali, sozinha com a Clarice, um momento a duas, como jamais houvera. Tudo bem... Fizemos a torta salgada, tomamos o vinho e conversamos sobre muitas coisas. Ficamos à vontade, mas, ao menos para mim, a ausência da Marla era enormemente sentida! Aí, sabe o que fizemos? Gaurdamos a torta doce para hoje. Assim a Marla poderia comer junto com a gente. Quem se interessa por isso? Eu. Elas. E prá que mais? Ah, tem a Cláris, mas essa vale um post só dela!
Tchau. Vou comer torta.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Estreia!
É. Resolvi criar um blog. Ou melhor, resolvi tentar cultivar um blog. Mas só vou divulgá-lo depois que aprender a mexer com ele. Assim como quem apresenta o novo namorado à família. Só vou apresentá-lo depois que eu tiver certeza de que já o conheço bem, de que já o manipulo bem (analogias à parte nesse trecho) e de que realmente gosto dele. Do contrário, mato a obra, como quem atira o bebê pela janela (metáfora, inspirada pelo blog de um "amigo ao contrário", deveras complicada para um primeiro post).
Tentarei escrever textos curtos, que não aborreçam o leitor. Tentarei diverti-lo quando eu estiver divertida e compartilhar aflições quando eu estiver chatinha. E tentarei, acima de tudo, manter o bom humor e a serenidade.
Com o decorrer do tempo, faço mais promessas, ok? Não garanto, porém, cumpri-las todas.
Agora, vou tentar configurá-lo (o blog, não o leitor) e vou também escolher um poema bonito de Alberto Caeiro para postar aqui. Um qualquer sobre simplicidade e ausência de metafísica. Até mais.
Tentarei escrever textos curtos, que não aborreçam o leitor. Tentarei diverti-lo quando eu estiver divertida e compartilhar aflições quando eu estiver chatinha. E tentarei, acima de tudo, manter o bom humor e a serenidade.
Com o decorrer do tempo, faço mais promessas, ok? Não garanto, porém, cumpri-las todas.
Agora, vou tentar configurá-lo (o blog, não o leitor) e vou também escolher um poema bonito de Alberto Caeiro para postar aqui. Um qualquer sobre simplicidade e ausência de metafísica. Até mais.
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